Jeu de Paume: Ai Weiwei e Berenice Abbott

Hoje fui no Jeu de Paume – como queria desde que vi o cartaz da exposição do Ai Weiwei – e saí de lá, novamente, inspirado!
Na verdade, fui meio de perdido. Não sabia nada sobre o Weiwei e nem sobre a outra fotógrafa exposta, Berenice Abbott (tá, quem a conhece pode me xingar do que quiser, #nãoligomesmo!). E acho que, quando a gente vai ao museu sem saber nada sobre o exposto e se identifica de alguma forma com esse trabalho, é a forma mais completa, rica e prazerosa!

Ai Weiwei – Dropping a Han Dynasty Urn, 1995

Ai Weiwei, para quem não conhece, é um artista plástico chinês que viveu em NY e voltou pra China. Na primeira cidade, fotos mais simples e biográficas (como essas que eu faço – acredito que você também) da cidade e do seu dia-a-dia, sem muita pretensão. Na China, ele apela para um questionamento sobre a opressão do governo, que sempre interferiu na sua produção.
Ele soa a princípio como um revoltadinho, mas é perceptível uma evolução no trabalho e, ao final, a gente pode ver a questão social da qual ele está ao lado.
No caso, ele produziu numa variedade enorme de plataformas, mas como o Jeu de Paume é um museu voltado à fotografia apenas, só vemos seus cliques e seus cliques de seus trabalhos. Ele também sempre foi ligado à arquitetura.

Ai Weiwei – A woman stands amongst the debris of the earthquake in Sichuan Provincem South West China as rescue workers look for survivors, 2008

Entre as fotos, reconheci muitas coisas do Brasil no trabalho dele. Por exemplo, fotos sobre uma região devastada por negligência do governo quando houve um grande terremoto e centenas de crianças morreram. As fotos são bonitas e tristes e simplesmente não dá para não pensar na época de chuva brasileira e tragédias do tipo – que se repetem ano após ano.

Berenice Abbott – Vue de nuit, New York, 1932

Próxima: Berenice Abbott. Não tenho muito o que dizer – é necessário ver! Novaiorquina, assistente do ManRay em Paris, em seguida fez retratos incríveis, voltou para NY e fotografou a cidade em diversos momentos (construção + crise). Fez uma série muito linda na costa leste dos EUA e uma série de fotografias de física para livros educativos. As fotos são geniais! No caso, ela conseguiu explicar a física com os macetes de uma câmera fotográfica. Achei foda!

Berenice Abbott – Behavior of waves, 1960

[Estar numa cidade que fornece exposições tão legais e tão bem planejadas é outra história, né?]


Milk

Da série “Aquela arte que não é tão difícil de pensar, talvez um pouco de realizar, mas mesmo assim eu nunca pensei…”, olha esse vídeo que foda!

Milk


Decor by Théo Carias

E aí que 3 anos depois estou de volta! e com fotos incríveis da decoração incrível que o Théo Carias fez – ele mesmo – no salão/estúdio novo dele:

Total mistura de algo vintage moderno a algo vintage classico! Casou super bem! Parabéns, Théo!

Estou descobrindo uma nova paixão: papéis de parede! Onde comprar legais e num preço legal?


Edward Hopper na Av. Paulista

Ontem à noite foi uma daquelas noites que de repente Renata Kalil (aquela que comentou no post anterior, omg) me liga após anos sem sinal de vida! Claro q é uma honra mas também é uma irritação muito grande tentar ligar pra ela e não conseguir! mas tudo bem, estou aprendendo a considerar certos aspectos das personalidades das pessoas a partir do signo delas. kalil é de aquário, como posso cobrar disponibilidade? hahaah

enfim: ‘mark, preciso fazer um editorial de moda pra facul e quero que você faça!’ – não, não fotografando, mas como modelo. como adoro tirar fotos, sussa. daí ela me diz ‘8hrs amanhã na paulista, ok?!’. Gente, um dos dias mais prazerosos da minha vida foi quando eu deixei de estudar no período MATUTINO. nunca mais acordei tão cedo, a não ser para filmar. daí pensei duas vezes. MAS daí a querida diz ‘é baseado no trabalho de Hopper.’ Olha só:

“Que horas você passa aqui?” – respondi.

Ninguém brinca de Hopper sem mim!

fizemos e parece q ficou lindo. to esperando as fotos e posto aqui qdo receber!


(des)construindo

turbilhão-turbilhão-turbilhão
é assim q eu vivo. e é disso q eu fujo. e é disso q eu dependo.

tantas mil coisinhas e sentimentos em pouco tempo. vivo na velocidade da luz, construo e destruo as coisas com mais facilidade que a própria modernidade.
rotina? não, obrigado. rotina? sim, por favor. é tão bom saber como vai ser amanhã. mas é tão ruim saber como serão todos os amanhãs!
daí meu turbilhão. pq não sair correndo hj e fazer algo nunca dantes feito?
oi prazer! quer vir na minha casa?
Sim, como não?? como não?!


enfim, minhas aulas começaram anteontem. mas já estou num desânimo. vendo a grade, nenhuma aula realmente me chama a atenção, só arte, claro. de resto… whatever. posso pagar para não me darem falta?
mas tive dois grandes fatores recentemente. duas pessoas q era absurdamente especiais para mim, e q me marcaram definitivamente de alguma forma, cada um do seu jeito, e, típico do rancoroso-mim, estava sem falar com eles. ele por 1 ano, ela por quase 3 anos.
mas eu falo: eu mudei!
abracei a causa e eles perceberam. e eu agradeço. a vida muda, eu mudo, and all that jazz.
e viva o turbilhão!

sobre o filme, estamos andando! nos eixos. perfeitamente. rasgam-me seda, meus olhos se enchem por dentro, e finalmente percebo para que meus dons todos servem, finalmente. agora eu percebo algum motivo em mim. e viva o turbilhão!