espacial

não sabia que dias passaria aqui. talvez pensasse que saberia, mas não saberia. eu tinha me esquecido de todo todo o estress que esse lugar acumula em mim.

imaginem vocês, aqui é um espelho do insuportável. há uma mistura de kitsch, com vazio, morte, desconforto.

solitude

a amplitude me incomoda, lugares amplos, tipo um pé direito alto ou parede longas, sempre me distancia do resto, não me sinto à vontade nem confortável. a madeira é rústica demais para mim, me traz exatamente a sensação do primitivismo que já vivi – ou seja, passos para trás (me recuso). sobre o clima/temperatura, apesar de ser agradável a mim, é constantemente fria, e úmida, não tem variações. para as cores, os tons pastéis predominam, trazendo essa atmosfera mórbida e moribunda, insossa, acima de tudo. as textura trazem um contraste, pois em grandes e largas paredes lisas, temos algumas ou alguns detalhes crespos e ásperos, chegand

o a arranhar a pele, o chão é completamente heterogêneo, em cores e formas – mas sempre frio. a decoração não traz essência alguma, é cada detalhe original de um lugar diferente, pura globalização – aliás essência só de lavanda, velha e seca.

não, isso não é um conceito meu novo de arte para algum filme, apesar de tantas semelhanças. na real, isso é, para quem não entendeu/me conhece, uma explicação um tanto básica quanto à minha personalidade, baseada no meu passada espacial. estou essa semana na casa dos meus pais enquanto eles viajam… tá explicado, né?!


cidade dos sonhos

e sobre a linha tênue entre o inconsciente e o consciente?
é um sentimento absolutamente indescritível, pelo menos para mim, quando você é acordado no meio de um sonho. num momento você está num lugar bizarro, focado em algo surreal, pensando sobre absurdos, quando o toque do seu celular toca ao seu lado; primeiro se mistura ao sonho, vc não sabe daonde vem, depois vc entra numa transição nem lá nem aqui, e de repente você não se lembra mais de nada, daonde estava e com quem estava.
daí você lê o nome,a identificação do celular, fica com raiva (geralmente) da pessoa, mesmo pq já sabe o motivo da ligação, o que destroi ainda mais a ambientação que o inconsciente estava construindo.


mas é um tipo de memória estranha demais. como se estivesse pendurada na sua cabeça quase que por um fio de papel, bem fino, quase rasgando. e os barulhos externos são como um ventinho um pouco mais forte, que rasga esse fio e leva a memória com força para bem longe. às vezes tão longe que você nunca mais vai se lembrar! às vezes ela cai há alguns kilômetros, e fica escondida atrás de uma árvore, de um arbusto, e você acaba encontrando semanas/meses depois.


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